APRESENTAÇÃO

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão do Ministério da Saúde, por meio das ações da Divisão de Vigilância e Análise de Situação (DVAS), da Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev), tem enfatizado sua responsabilidade de disseminar informações sobre a situação do câncer no Brasil que apoiem gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e sociedade em geral, pela apropriação do conhecimento sobre a nossa realidade.

Cumprindo sua missão, o INCA reconhece a necessidade de uma abordagem específica para a divulgação de informações sobre o câncer, nos grupos de idade que compreendem crianças, adolescentes e adultos jovens.

Na sequência da primeira publicação, Câncer na Criança e no Adolescente no Brasil. Dados dos Registros de Base Populacional e de Mortalidade, em 2008, que compreendeu a faixa etária de zero a 19 anos, esta nova publicação, Incidência, mortalidade e morbidade hospitalar por câncer em crianças, adolescentes e adultos jovens no Brasil: Informações dos registros de câncer e do sistema de mortalidade, irá preencher a lacuna na disponibilidade de informações nacionais sobre a incidência, a mortalidade e a morbidade hospitalar relacionadas ao câncer no grupo de pessoas de zero a 29 anos.

O câncer em crianças e adolescentes não é uma única entidade patológica, mas um espectro de diferentes neoplasias malignas, que variam segundo tipo histológico, localização de origem da doença, sexo, idade e raça. Essas neoplasias diferem dos tumores dos adultos quanto aos seus aspectos morfológicos, ao comportamento clínico e às localizações primárias e, por isso, devem ser estudadas separadamente. Nas crianças e nos adolescentes, a neoplasia geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação; nos adultos, as células epiteliais, que recobrem órgãos, são as mais afetadas.

É fato a importância de informações com qualidade e oportunidade que subsidiem políticas públicas. É possível afirmar que a informação é o recurso primordial para chegar o mais próximo possível da realidade, traçar seu perfil, detectar problemas e agir para sua solução. Para que todo esse processo seja otimizado, o modo de geração dessa informação tem de ser estruturado. Quanto mais organizado e padronizado for o processo, mais indicado se faz o uso de sistemas de informação que possam responder às demandas e às necessidades para a tomada de decisão.

Os sistemas de informação em saúde são compreendidos como um conjunto de componentes integrados que atuam com o objetivo de obter dados e transformá-los em informações úteis para que os problemas de saúde de uma população possam ser resolvidos.

Apesar da importância desses sistemas e da variedade de fontes, registrar casos de câncer não é uma tarefa fácil, principalmente nos países em desenvolvimento. Nesse contexto, os registros de câncer estabeleceram-se e fortaleceram-se como parte importante de um sistema de informação para a vigilância do câncer, responsável pelo apoio à formulação da política nacional de câncer, ao planejamento de saúde e à avaliação da qualidade da assistência e como subsídio para a elaboração de trabalhos científicos.

Esta publicação objetiva descrever as características epidemiológicas do câncer nessas faixas etárias a partir das informações dos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC).

Esperamos que, com todas as características já mencionadas, este livro seja de extrema utilidade no campo da divulgação científica e amplamente utilizada por seus usuários, em todos os níveis de gestão, pesquisa, serviço e educação como uma ferramenta que diminua as distâncias entre a realidade e as ações efetivas para a busca da solução dos problemas de saúde relacionados ao câncer da população brasileira.

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